“Eu grito, eu bato, eu mordo, eu danço, eu pulo, sento de qualquer jeito, não faço minhas unhas sempre, uso o cabelo do jeito que der e não ligo para sapatos. Ouço música alta, canto como se eu tivesse voz para isso, jogo o cabelo, toco guitarras imaginárias e não assisto novelas todos os dias. Tenho meus ataques constantes de fofura. Eu não ligo para o que pensam, para o que falam, pelo quanto me julgam. Do jeito que eu sou tá bom. E é aí que se encontra a diferença: Eu não sou como elas. E nunca serei. Se você me ver no meio de algumas meninas, vai me diferenciar. Eu vou ser a pior. Como eu contei, a minha voz vai ser destaque, o jeito como eu me visto vai ser estranho e minhas unhas vão ser as mais deploráveis. Sem contar na minha maquiagem que não vai ser nada fofa, nada perfeita, nada… Cor-de-rosa. Eu não vou me importar se você quiser jogar vídeo-game comigo, e nem vou medir esforços para ganhar de você. Eu não vou me importar de jogar futebol com você e com seus amigos, mesmo não sabendo jogar direito. Imagina o que pensariam se vissem um menino assim como você, com uma menina assim como eu? Tipo, macho. Eu não sou o modelo que você sempre sonhou, entende? Eu sou o mais próximo de… Mano. Às vezes eu vou estar calma, vou dizer coisas fofas, pensar coisas fofas e fazer tudo ser fofo, mas na maioria das vezes, eu vou gritar, estar estressada e fazer tudo parecer um inferno. Eu sou inconstante. Você jamais teria tempo e paciência suficientes para ler o meu manual. Porque sabe, apesar de todo meu jeitão, eu sou frágil. Sou menina de vidro, quebro e corto. Qualquer palavra que você proferir de forma errada, eu vou me ferir. E vou querer te ferir. Não é fácil me suportar, me entender, decifrar. Eu nunca vou ser uma boneca, uma princesa, tua menina. Sou vingativa, adoro barracos e dou risada de tudo. Absolutamente tudo. Vou adorar se você tentar me ensinar a andar de skate, e se eu cair, provavelmente vou rir e querer mais. Eu não forço simpatia com ninguém e não tenho milhões de amigas… E elas? Elas são totalmente o oposto, e é disso que eu tenho medo. Por quê você olharia pro desastre natural, se você pode notar, sei lá, uma das sete maravilhas humanas?” (observad0ra)

Nomeei aquela estrela com o seu nome, para que sempre quando eu olhar para o céu, a ver e a luz dela brilhar acima de mim, eu possa te sentir um pouco mais perto, mesmo que ela esteja a milhões de quilômetros de distância, afinal você também está. Olhe quantas coisas vocês têm em comum, além de estar longe de mim, o brilho dela parece com o dos seus olhos; ela é a maior estrela, como consequência disso é a que eu mais vejo, a que mais me chama a atenção, e com você não é diferente, mesmo que esteja no meio de cinco, vinte, mil pessoas, eu vou te ver, como se você tivesse algo de especial, e como se eu não soubesse que você tem algo de especial, algo que por mais que tentem nenhuma pessoa tem ou terá, algo que me fascina e com um sorriso me rouba por inteira. Mas tem uma semelhança entre você e ela, que é a pior de todas as outras, é a que eu menos gosto, ou talvez a única que eu não gosto, é saber que ao mesmo tempo em que ela é tão minha e você é tão meu, você é mais de mil pessoal, e que mais de mil pessoas estão olhando para você, a minha estrela.
